feed gasoso

2SetembroBonjay > procurem abrigo. vem aí bomba!(0)

Bonjay

em 2007 foi a mixtapeBangarang Business” – com a poderosa versão de “Staring at the Sun” dos Tv on the Radio a fazer levantar muitas orelhas. depois veio o EP “Gimmee Gimmee”. resultado: a essas orelhas juntaram-se muitas mais.
chega agora finalmente o primeiro disco.
o nosso palpite é que não haverá resistência a oferecer. vai ser bomba. garantidamente.

não acreditam? ouçam “Stumble”, o single:

 

Bonjay: no Verão 2011 num festival nacional perto de si.

www.bonjay.net
www.myspace.com/88914821

///bandas internacionais

2SetembroDotmasters ●●●●●●●●●●●● Toy Bear(1)

IMG_6714

www.dotmasters.wordpress.com

epá…escandalosamente fanado ao unurth. é que está tal e qual!

///street art

2Setembrosimplesmente Filho da Mãe(0)

Filho da Mãe

outra vez.
porque sim.

www.myspace.com/filhodamae

///bandas nacionais

1Setembrointermitências de um gajo em Alfama #61(0)

intermitências de um gajo em Alfama

Que nem uma estrada nova cheia de buracos.

Era uma vez um médico, alentejano, que depois de trabalhar na capital optou por fazer carreira na sua aldeia natal. Mudou-se, chegou ao centro de saúde e esperou pelos entrevados. Mas o povo da aldeia é teso e como tal só havia um doente, o Fraquezas, um desgraçado que andava sempre com febre.
De consulta em consulta, de tratamento em tratamento, lá ia o homem ao doutor, isto durante anos e anos. Tantos anos passaram que o filho do médico acabou médico também, e decidiu fazer companhia ao pai. E o Fraquezas cheio de febre.
Chega o Verão e o doutor – pai – decide tirar umas férias, deixando o único doente que tinha nas mãos do seu filho. Quando regressa, fiado que o jovem teria continuado o tratamento recomendado, eis que cai de cú ao receber a boa nova do filho: “consegui tirar a febre ao Fraquezas!” Ao que responde o pai “meu animal, tu não me digas que foste matar a carraça ao homem? Agora estamos melhor, sem doentes e sem trabalho!”
Moral da história: não haverá uma alma caridosa que leve Portugal a um médico que lhe mate o bicho? É que a carraça das obras públicas está cada vez pior, acabam num sitio começam ao lado, acabam ao lado voltam ao sítio inicial para esburacar o que foi feito e passar um tubo que ficou esquecido. E assim está o país, falido, quem nem uma estrada nova cheia de buracos.

 

um gajo em Alfama
www.onitsuka5alutacontinua.blogspot.com

///intermitências de um gajo de alfama

1SetembroNouveaunoise, um Gurosan em formato sonoro(1)

Nouveaunoise

conhecem a sensação manhã de segunda-feira? aquele turbulento regresso ao trabalho depois de um fim-de-semana de intensa festa? pois é mais ou menos assim que nos sentimos – só que sem a parte da intensa festa. é que se chamam "férias" a uma hora e meia a banhos na Praia de Matosinhos, então sim, tivemos  – no que actividades balneares diz respeito – um Agosto de Luxo!

bom, lamúrias à parte – que ninguém veio cá para isso, ouvimos e descobrimos muita música e bandas novas. e das boas! os Nouveaunoise são um bom exemplo disso.
Nouveaunoise, um quarteto nascido na Irlanda, junta com assinalável classe a instrumentação acústica ao groove dos breakbeats, tornando a sua música numa experiência bastante fluida e imersiva.

o disco que vos deixamos foi baptizado "Free to-track EP" (edição de autor, 2010) e, tendo vida autónoma, funciona como perfeito suporte ao primeiro longa-duração da banda, "Paraphrase Accolade" (edição de autor, 2010).

 

<a href="http://nouveaunoise.bandcamp.com/album/free-2-track-ep" rel="nofollow" >Goni by Nouveaunoise</a>

 

Nouveaunoise , a banda-sonora perfeita para esta manhã de segunda-feira.

www.nouveaunoise.bandcamp.com
www.myspace.com/nouveaunoise

///bandas internacionais

3Agostogasosa em [modo férias](3)

●๋• www.facebook.com/vaiumagasosa ●๋•

evitem a exposição solar entre as 12h30 e as 17h30 e usem sempre protector solar com factor 30. andem todos nus, bebam muitas caipirinhas e joguem muito às raquetes. são estes os conselhos da gasosa para um Verão feliz.

voltamos em Setembro. divirtam-se muito.
até lá encontramos-nos – sem compromisso – no facebook

///gasosa

3Agostobalanço FMM 2010(0)

FMM 2010

Ponto Prévio: O Festival de Músicas do Mundo de Sines continua a ser um evento de distinção no panorama dos eventos musicais em Portugal. A escolha das palavras não é isenta e esta ideia de continuidade serve para precaver para o que adiante se dirá sobre as duas últimas noites do Festival.

À guisa de resumo: O evento é aquilo que a expectativa e os acontecimentos nos provam poder ser. Um veterano do FMM espera um público conhecedor, a surpresa de artistas desconhecidos, muita qualidade e algumas desilusões. A cartilha diz também que quem vai de novo espera menos e aceita mais. O FMM tem vindo paulatinamente a ser mais um festival em que os indefectíveis se diluem na grande massa dos novos, com as virtualidades e os defeitos que isto provoca. Parece até que o Festival está dividido em dois: as noites de sexta-feira e sábado por um lado e o resto do festival por outro.

FMM 2010

Quanto à música importa começar pelo início e o primeiro dia do festival trouxe-nos um arranque bastante elogiado com os irmãos Salomé e os cantadores do Redondo e também o afrobeat vibrante dos Cacique’97 onde se destacou uma sempre arriscada versão de Lady do lendário Fela Kuti. O Palco do Castelo, o palco de todas as ilusões, inaugurou-se da melhor forma com o riquíssimo concerto de homenagem a Nat King Cole, em que fusão do jazz, música latina e da música erudita se fizeram da melhor forma. O brilho de David Murray ganhou muito com a presença do carismático Daniel Melingo. No entanto, o concerto do grupo norte-americano Rubias del Norte não deu seguimento ao que David Murray tinha iniciado oferecendo um espectáculo monótono. A Noite fechou em melhor estilo com o concerto de Céu que apresentou uma fusão entre a MPB, a música de matriz jamaicana e sons mais electrónicos a coberto de uma performance voluptuosa.

O segundo dia do festival veio confirmar que os concertos vespertinos no Castelo foram uma aposta ganha. O espectáculo dos 34 puñaladas trouxe urbanidade e fez do castelo um palco dos subúrbios de Buenos Aires. Na noite há a destacar o excelente concerto do projecto N’diale com grandes momentos de solo do saxofonista do Jacky Molard Quartet, e ainda a excelência da fusão de estilos de duas tradições musicais tão distintas entre si. Por outro lado, os concertos de Yasmin Levy e The Mekons não convenceram totalmente, o primeiro pela inconsistência na escolha entre um estilo mais clássico e uma abordagem new age à música tradicional sefardita e os segundos por nunca terem conseguido cativar o público do Castelo.

A noite de sexta-feira trouxe do melhor e do pior que o festival teve. Os grandes concertos de Tinariwen, Kimi Djabaté e Barbez não escondem a escolha horrível que foi a presença de Sa Ding Ding no FMM e um problema que se agrava ano após ano, o excesso de público no Castelo nas noites do fim-de-semana. A tarde foi claramente do guineense que proporcionou momentos de exuberância musical e empatia com o público impares. Os The Rodeo conseguiram não desiludir uma Avenida da Praia repleta. Porém, a qualidade viria a ser recolocada nos mais altos patamares com a inesperada e abundante performance dos nova-iorquinos Barbez. O intermezzo de locus horrendus proporcionado por Sa Ding Ding seria facilmente esquecido com o mais elogiado dos concertos desta edição do FMM. OS Tinariwen provaram que os guerrilheiros não se amedrontam e não deixaram que as enormes expectativas – até de quem mal os conhecia – fossem escolhos no caminho para o Olimpo do FMM. Um grande concerto. A noite encerrou em ritmo de dança com os brasileiros radicados em Nova Iorque Forro in the Dark a darem o compasso na Avenida da Praia.

O último dia chegou em Galego – uma língua que já tem o seu próprio trajecto no FMM – com o concerto de Guadi Galego. A noite de sábado foi uma das mais consistentes de sempre no Palco do Castelo. O deslumbramento do cajón e das guitarras flamencas afagaram a voz gloriosa de Lole Montoya; um espectáculo escutado com uma atenção recatada mas participada quando o Castelo de Sines ainda era um local transitável. De seguida viria a virilidade da música africana pelos consagrados Cheik Tidiane Seck e Mamani Keita onde as melodias intermináveis e os solos estridentes se deixaram pontuar pela simpatia inultrapassável destes grandes artistas. O concerto de encerramento chegou com o fogo-de-artifício (desta vez mais modesto e fumoso) e os congoloseses Staff Benda Bilili provaram o que se esperava deles: uma fúria incandescente em direcção ao terreno da loucura dançante onde a mestria musical não é ferramenta indispensável. Um concerto em que muitas vezes a energia suplantou o virtuosismo mas em que a qualidade não saiu beliscada. Lamentável apenas a exiguidade de espaço dançante permitido a cada espectador, centímetros onde eram necessários metros. A noite do Castelo terminou e o pano começava a cair numa edição diferente mas ainda assim valorosa do melhor Festival de Música em Portugal.

Aos pontos

O Belo:
-
A continuidade do festival apesar das dificuldades financeiras.
- Os grandes concertos de N’diale, Cheik Tidiane Seck, Barbez, Kimi Djabaté, Lole Montoya e Tinariwen.
- O ambiente dos primeiros dias do Festival.
- A possibilidade acampar gratuitamente.
- A capacidade de reduzir custos e manter muita qualidade.

O Horrível:
- O excesso de público nas últimas duas noites do Festival.
- A aparente vontade de mediatização do Festival (expressa no duvidoso spot televisivo).
- O concerto de Sa Ding Ding.
- A inexistência de um parque de campismo mais confortável.
- A inexistência de CD FMM 2010.

Texto por Tiago Avó

www.fmm.com.pt
foto oficial FMM 2010

///festivais nacionais

1Agosto70*7 eucaristia dominical #84(0)

///70x7

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