WTF from Japan#1 ZOMBIE ASS: TOILET OF THE DEAD (2011) Noboru Igushi
Não há muito a dizer. Acho que o título consegue resumir o filme. Literalmente. Noboru Igushi tem uma imaginação no mínimo distorcida (The Machine Girl, Robo-Gueisha – já o comprovavam) mas com este Zombie Ass consegue transpor todos os limites. Pelo que sei, a história gira em volta de um grupo de amigos que vai passar um fim de semana a uma casa de campo. Uma das raparigas do grupo come uma espécie de larva parasita que encontra nas entranhas de um peixe e que a transforma em qualquer coisa no mínimo bizarra. O grupo começa a ser violentamente atacado por mortos vivos cobertos de excrementos que aparecem misteriosamente do esgoto de uma casa de banho externa. Conseguem refúgio na casa de um cientista louco, que obviamente faz experiências com mortos-vivos e larvas parasitas… É preciso estomago e entranhas para ver este.
CARTAZES REIMAGINADOS Peter Stults é um ilustrador nova-iorquino que depois de conhecer o trabalho de Sean Hartter (faster, pussycat! kill! kill! #103) decidiu também reimaginar filmes e reinterpretá-los graficamente. Assim, misturou tudo menos o título, criando todo um novo universo intemporal no mínimo curioso.
E o filme do ano é… DRIVE (2011) Nicolas Winding Refn
Um homem solitário que esconde e foge de um passado que o tornou num sobrevivente trabalha de dia como duplo em Hollywood e à noite como motorista especializado em fugas de assaltos. Quando se apaixona pela vizinha do lado e é levado ao limite, revela-se toda a sua força e instinto de sobrevivência. A obsessão saudável é cruzada com boas intenções e é revelado um tipo de super herói ultra violento que faz o bem por um mau caminho, o único que consegue percorrer. A fotografia, a encenação, a direcção de arte, a banda sonora, a realização revelam um filme pensado ao pormenor, com um ritmo narrativo que prende desde o primeiro minuto. Se misturarmos o estilo narrativo de David Lynch, os ambientes e ângulos de Wong Kar Wai, os excessos de Tarantino e o anti-herói de Sergio Leone com uma retro Los Angeles a transbordar a estética nostálgica dos anos 80, temos uma fórmula vencedora. Um filme que mal acabamos de ver só apetece ver outra vez, daqueles que se transformam em clássico de culto instantâneo. Filme do ano 2011. Em contrapartida, o trailer é dos piores que já vi, faz passar o filme por um mero filme de acção quando é muito mais que isso: