Faz sentado.

Há coisas que não me cabem na cabeça. Coisas banais aos olhos de muita gente – especialmente se tivermos em conta que há alguns milhões de benfiquistas em Portugal – mas que aos meus olhos são tão difíceis de perceber quanto a álgebra. E não estou a falar do português do Jorge Jesus, porque esse acho que nem os adeptos encarnados entendem. É um dialecto falado à padrada e eu quando entramos no domínio da porrada prefiro ficar a ver. O que me faz mesmo espécie é a Benfica TV.

Ora, faz sentido que um clube de futebol tenha o seu próprio canal, onde transmite as imagens televisivas dos seus jogos e com isso arrecada com o dinheiro que outros canais ganhavam à sua conta. Faz sim senhor. Faz sentido esse canal ter comentadores facciosos até à 5ª casa? É capaz de fazer, mas se não fizer também não quero saber disso para nada.

Agora, quando ligamos a Benfica TV e vemos 2 burgessos com um “kispo” à Bibi, sentados a uma mesa a falar para um microfone, em vez de vermos um rectângulo verde com 22 paspalhos a correr atrás de uma bola, o caso muda de figura. Não me parece que faça sentido. Talvez por isso os dois animais estejam sentados, afinal é nessa posição que se faz o cocó.

 

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15 Fevereiro 12 | na categoria intermitências de um gajo em alfama

Meter os pontos no país.

Ora, de uma vez por todas, vamos lá a ver se começamos todos a falar a mesma língua: sugiro o português. E não, não vou perder nem fazer-vos perder tempo com as lérias do Cavaco, a principal figura da nação portuguesa que não se soube exprimir bem – em português, por acaso – acerca das suas reformas. Era o que mais faltava, se não sabe explicar-se arranje um tradutor ou, ainda melhor, esteja calado.

Vamos então aos pontos usados no português, por exemplo estes dois:

Primeiro, lá vem o ministro Gaspar sossegar a rapaziada dizendo que estamos muito melhor sim senhor e coisa e tal, chegando ao ponto de cometer a ousadia de assegurar que o país está já num ponto de viragem. Logo de seguida vem o nosso Primeiro refrear ânimos a dizer que, apesar de estarmos no bom caminho – mesmo com os juros a subirem todos os dias – ainda não desapareceu o enorme ponto de interrogação que se coloca sobre o país.

Tanto um como outro estão sobejamente correctos, os pontos.

Ora, parece-me por de mais evidente que um país que está há anos às voltas com larápios no poder, é um país não sai do mesmo sítio. Se não sai do mesmo sítio encontra-se, como diz o ministro e muito bem, num ponto de viragem em loop, estilo rotunda. Vai daí, como é sabido, quando alguém é tonto ou está tonto ao ponto de estar anos às voltas no mesmo sitio, leva os outros a questionarem-no sobre a sua sanidade mental. Posto isto, estou em crer que o ponto de interrogação de que falou o Passos está correcto. Que merda estamos a fazer às voltas no mesmo lugar, questionou o Passos.

Já agora Passos e Gaspar, metam um ponto final nas vossas carreiras e levem o Cavaco de arrasto. Três pontos, ou…

 

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01 Fevereiro 12 | na categoria intermitências de um gajo em alfama

E os nomeados são.

Das duas uma, ou são os Estados Unidos da América que têm um complexo de superioridade, ou é Portugal que tem uma pancada com a inferioridade. Seja lá como for, nós somos mais grandes que eles. Por exemplo, alguma vez passou pela cabeça de um norte-americano dividir o mundo em dois, para ficar com uma metade? Não. Primeiro porque na altura em que um grande português se lembrou de fazer essa avaria ainda não havia os E.U.A.. Segundo, toda a gente sabe que o americano é um indivíduo com mais olhos que barriga e por isso nunca teria a grandeza de espírito para querer só metade do mundo.

Mais. À primeira vista, especialmente aos olhos dos mais míopes (como o que vos escreve), também pode parecer que somos claramente inferiores aos Yankees em matéria de filmes. Basta pensar nos Óscares e nos Globos de Ouro e os números falam por sim. Mas não falam bem, porque, bem vistas as coisas, também aqui reparamos que somos novamente mais grandes que os sobrinhos do Sam. Primeiro, eles não têm nenhum realizador que se mantenha em actividade aos 235 anos. Segundo, eles não conseguem nomear mais que meia dúzia de gatos-pingados para a grande cerimónia. Nós, só nos últimos 4 meses, nomeámos cerca de 800 figurantes. E isto só para uma comédia.

Portanto, vamos lá a ser patriotas e abrir franchisings de pastel de nata para acabar com a moda dos Macs que isso só faz é mal.

 

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18 Janeiro 12 | na categoria intermitências de um gajo em alfama

intermitências de um gajo em Alfama #118

Janeiro 11, 2012 intermitências de um gajo em alfama

Expliquem-me com muita calma, sff. Um gajo quando anda com as ventas cheias de esterco – expressão alentejana que define

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intermitências de um gajo em Alfama #117

Janeiro 4, 2012 intermitências de um gajo em alfama

Meus senhores e minhas senhoras. Parece que agora está na moda – especialmente entre jornalistas borregos – chamar Senhor ou

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intermitências de um gajo em Alfama #116

Dezembro 21, 2011 intermitências de um gajo em alfama

Orgulhosamente S.O.S. O título não é bonito e nasceu de um trocadilho estúpido, confere, mas cheira-me que é capaz de

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intermitências de um gajo em Alfama #115

Dezembro 14, 2011 intermitências de um gajo em alfama

A casa da luz vermelha. Aqui há uns anos havia um mito alentejano que dizia qualquer coisa de parecido com

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